29 Outubro 2009

Mens Insana

Escrito em, 15 de dezembro de 2008

Só mais um minuto
Pro telefone tocar
Pra porta abrir
Mais um passo
E o precipicio
Mais uma noite
Pesadelos, falta de ar
Lagrimas
Minha pele
A fria e quieta lamina

Violões sem cordas
Nós na garganta
Furacões sob os pés
Acidas paixões
doses homeopaticas
E as feridas não fecham

A luz do sol
o frio da clausura
sorrisos impostos
Fogos de artificio
Anti depressivos
Anti inflamatorios
Bateria anti aerea
Piadas sem graça
já não há santos
ou anjos
A prece falha
esta fora do ar
problemas tecnicos
poemas termicos
a ferro e fogo
a pele fria
a lamina fria,
como a noite

Atalhos perigosos
Pedras no caminho
não há tapete vermelho
talvez nem o destino
Paredes de nevoa
prisão metafisica
corpo de homem
mente de menino

03 Outubro 2009

"On the rocks"

Outro copo de uisque
Uma canção no radio
a fumaça dos cigarros
corações que já não batem,
na mesma sintonia
Frases soltas,
manipuladas
talvez dissimuladas
Afim de quebrar o gelo
Gentilezas flutuando
neste copo de incertezas
assim continuamos,
no mesmo lugar...
...incomum
essa ilha de icebergs
Em meio a sorrisos
Que desejam,
às vezes desdenham
e nem por isso
querem comprar

12 Junho 2009

Mais que de repente
a luz se acende
e como num filme antigo
em preto e branco
Lembro-me
de todas as camas por que passei
todos os lábios,
braços e abraços
gritos e sussurros
e sobretudo,
Lembro-me de cada adeus
Pois cada despedida,
esconde um segredo
um pecado
uma eterna magoa

Dos prazeres,
Pouco resta na memória
pouco vive
quase nada resiste
nem mesmo aquilo
quer por tolice
ou pura fantasia
ensaiamos chamas de amor

E nestes lampejos
minha memória me castiga
insistindo em dizer
que sempre amei mais que fui amado
e por fim
esta sensação sempre deixa
um gosto amargo na boca
uma grande névoa de deja vús
que só se desfaz
em outras camas,
de amantes sem nome
outros copos de uisque

O pecado é minha sombra
e que assim seja...

06 Abril 2009

Memorias de festin

Não sei quem tu és
Se uma imagem
esculpida em minha memoria
Ou se mais uma,
errante fantasia
Não sei de onde vens
Nem pra onde vai
Nada alem de minha vontade
De seguir-te pelo cosmo

Não sei se devo
Tocar-te
Ou apenas desejar
um beijo
Como quem deseja
tocar as estrelas
Mas não;
Não sei de ti
nada alem que meus olhos,
ouvidos e boca
Inventaram
Afim de satisfazer
mais um desejo atroz
de viver o que passou

27 Fevereiro 2009

Insônia

Escrito recentemente~; Não tenho a data exata.

Não há rocha,
que não se quebre
Não há força que não se canse
Assim somos todos
limitados;
Em nossas pseudo convicções
fantasiando egos
super egos
Que transbordam certezas,
e ruminam incertezas

Mas será...?
Que não há homem que não se venda;
Caráter que nunca falhe...???

Inoportuno pensamento
de que errar é humano
talvez,
Nada seja mais humano
que errar
Mas às vezes parece tão errado
ser humano

Mas não,
não há voz que nunca cale
Janeiro que não se acabe
Ou lembrança,
que sempre dure

E assim os travesseiros
tornam-se cruéis carrascos
de todos os pecados
em longas noites
de insônia

19 Fevereiro 2009

Aos pares NN e SS...

Escrito num certo verão, de um certo ano que já nem me lembro. Enquanto ensaiava um bem querer de mão unica.

Vem à noite,
Uma brisa calma
beija meu rosto cheio de vida
Quase posso sentir
o perfume das estrelas
O sussurro da lua
em uma canção de ninar
Entre constelações,
desenha-se um rosto
Que por natureza
não é possível descrever
sem a infalível
alquimia das palavras

Vi em teus olhos de supernova
uma estrela que nasce
uma criança
Que carrega nos ombros
o peso de tantas histórias
e ainda assim,
Sorri com a chuva
transbordando esperanças,
desejos;
Que quer o mundo
como o jardim de casa
Sem pressa
Vi em teu sorriso
despreocupado
Riscando o negro céu
como um cometa
Uma mulher
De incontáveis encantos,
assim como a mais bela rosa
que se envolve em espinhos
procurando proteção

Poderia então,
dizer-te o quanto parece frágil;
Singelo
Mas isso não faria justiça
a força do teu sorriso
E teus olhos,
misteriosos como nebulosas
Tem a cor do teu nome

E se à raposa, fica feliz com a cor do trigo, pra mim eternamete encantarão as nebulosas.

12 Fevereiro 2009

Espiñas

Não é por falta da coisas novas, mas, Escrito em 6 de julho de 2007. As coisas novas aparecem com o tempo.


Houve um tempo
Em que mandei flores
Um tempo
que falei de amor
Construí sonhos
precipitados
Com urgência,
a ânsia de um jovem coração
Um tempo de cartas
poemas de rima pobre
Que nublavam desejos
materializados em nanquim

As flores murcharam logo
Toda beleza
E do perfume,
só restaram espinhos
Os poemas na gaveta
esmorecem os sentimentos
Como as folhas secas
de outono

Houve um tempo,
Em que desejei o mundo,
portas abertas
Janelas para o futuro
Porem já não desejo,
ouro ou gloria
Tapetes vermelhos
condecorações
Tampouco um mar de rosas
Pois bem sei,
Que toda calmaria
esconde tempestades

Não espero que não hajam
Pedras no caminho
Só desejo um caminho
Entre as pedras e espinhos
O abismo não me assusta
Sou errante, sei
salto de olhos fechados
Da queda,
me permito levantar

Não dedico a ninguem, hoje to de mau humor.

05 Fevereiro 2009

Jaz Um Poeta

Escrito num certo dia 5 de fevereiro, de um ano que tanto faz se foi ontem ou amanha. Pois algumas coisas são sempre iguais.

Quando dizer, não
é cortar os próprios pulsos
Romper os laços,
com o mundo
das doces ilusões
Quando sonhar
é ferir mortalmente a razão
E partir em vôo cego
Sem direção

Quando o bem querer
é coberto de saudade
A ausência corrosiva
Que transforma tudo em cinza
Quando o brilho do olhar
Antes farol de ternura
Se faz calabouço,
sonhos torturados
Alimentados por gotejos
de esperança

Quando a esperança
Dourada
Seduz feito ouro de tolo
Quando dizer adeus
soa mórbido
permitindo a ultima pá de cal
E as ultimas palavras
quaisquer sejam
Encravadas
na lapide de um amor
Abortado as vésperas de nascer


Dedico a mim, e especialmente ao poeta que um dia achei que fosse. E a qualquer outro que em algum momento da vida, pensou em mudar o mundo, ou uma unica pessoa, usando um par de palavras.

02 Fevereiro 2009

Meu amigo Philip Morris

Escrito nessas duas ultimas semanas, não sei exatamente quando...

O começo de tudo
é a mentira repetida
o engodo
de que vida não é nada
que todo vazio,
tem uma solução imediata
ao alcance das mãos
em prateleiras de néon
uma faísca,
e a nevoa
adentra tuas viceras
com todo vapor
em fragmentos de um eterno prazer
mascarada em sonhos
que desconhecem o impossível

E sem perceber,
a cada faísca
cada suspiro
levaram tua juventude
roubaram teu fôlego
Escravirazam tua mente,
em caixinhas de papel
de vivas cores
de ávidos sabores
E a nevoa,
que te esconde do mundo
espanta tua ânsia
é o fantasma,
que assombra tua carcaça

Até quando...?



A idéia surgiu, numa dessas noites de bebedeira, depois de ver um grande amigo absolutamente trastornado, pelo 6º ou 7º dia de abstinencia. Então dedico à dois grandes amigos, Weber e Alemão, que tomaram a nobre decisão de parar de fumar, hasta la victoria hermanos...

26 Janeiro 2009

Eu e Tu

Não sei quando foi escrito, achei nas costas de uma conta de telefone. A conta era de março de 2007.

Eu e tu
Feitos do mesmo barro
do mesmo aço
Adormecidos,
sobre o mesmo véu
Alimentados do mesmo engodo
Dos mesmos versos,
do menestrel
Forjados na mesma crença
ou na descrença,
do próprio ser
Cavados na mesma vala
No mesmo nada
tu e eu


Escrevi este poema pra uma grande amiga, talvez ela entenda qdo ler.

16 Janeiro 2009

Ode ao Amor

Perdoe, minha menina
Quando em meio a ternos beijos
Escapar em sussurros,
Que o que sinto é só amor
Entenda minha ilusão
Inventei que sou poeta
talvez exagerado
por vezes Irracional
Releve,
Pois nem sei,
o nome desse desejo
De estar a todo tempo
na maciez do teu abraço
E a cada passo
vivendo lembranças doces,
singelas
que afloram este instinto
incessante de sorrir


Dedico a todo ser humano racional, que se deixa, por vezes, ser dominado pela maior de todas as irracionalidades.

08 Janeiro 2009

Mademoiselle "N"

Escrito em, 1 de fevereiro de 2006, 00:00:51

Ela cala,
e olha pro nada
tem um olhar profundo
como de quem espera
de uma janela
aprisionada,
do alto da torre,
no castelo
e os castelos de areia
se vão
enquanto seus pensamentos
eruptivos sonhos,
se escondem
nos diamantes que brilham
encabulados
no fundo do olhar

Por alguns segundos
ouvi seu silencio
ácido
engolindo suspiros
acumulando nós na garganta
repetindo
sinceros desejos
de uma ínfima esperança


Escrito especialmente para uma grande amiga, que no original, dava o titulo ao poema.

24 Dezembro 2008

Um Velho Canalha

Escrito num desses dias em que bebi demais, e no outro dia mais que uma ressaca, a ressaca moral me atormenta.

Já nem sei
quantas luas se passaram
desde os primeiros dias
em que a vida,
pareceu ser uma navalha fria
Nos forçando a criar casca
talvez espinhos
Mas de fato, sei
o que vêem em mim
nada mais é que um desenho
Mascaras e truques

Pois quem me julga
Pelo ar calmo
às vezes calado
Não reconhece,
a fera sedenta
que habita em meu ser
E quem me vê distante
Passivo
um mosaico de desesperança
Não espera que haja,
tanta raiva em meu peito,
tanta força em meu grito

Nem quando falo
com graça,
do meu passado
minhas histórias
Como quem sabe
e de tantas experiências
ensina
Se engana quem pensa
quem me vê,
com todos esses sinais
Marcas
de tantos anos vividos
Não entende
Quão longe vai
a minha irresponsabilidade

15 Dezembro 2008

Xadrez

Escrito em 6 de julho de 2007, às 13:34:59


Pensei cá num poema
orgânico
Um tabuleiro de xadrez
de peças colossais
De carne e sangue
Então,
cada movimento
como um verso
soa heróico
E ao rufar dos tambores
levantam-se os exércitos

Sem perdão
sacrificam-se peões
Que cantam a liberdade
seus sonhos e amores
Não há sangue
nessa guerra lírica
Mas cada peça que se perde
Põe-me de honroso luto
E assim como Dom Quixote
no galope do cavalo
A reluzente armadura
abre caminho entre gigantes
torres
moinhos de vento

Observo cada peça
quase ouço o som da marcha
Mas de errante general
e poeta entusiasmado
guardo todos os defeitos
e num golpe traiçoeiro
vejo ao chão minha rainha
Permito-me algum silencio
Mas entrego a partida
não há graça neste jogo
quiçá na vida
sem uma rainha

09 Dezembro 2008

Regresso de Jupiter

O titulo original era um adjetivo em alemão, q eu não sei direito a tradução, então mudei.


...E quando sinto que volto,
a pecar
a errar
os mesmos erros
A música ecoa
Reverbera todo sentimento
E só vejo um sorriso
o mais singelo.
Assim,
nem o ceu cinzento
Que prediz melancolia
faz esquecer
a dança entre palavras
e olhares
Palavras que já não são,
armas
Nem anestesia
São meu presente
As chaves,
o elo

Volto então,
a procurar cada detalhe
tuas marcas
Lembranças do que não vi
saudades do que não vivi
E sinto a falta
do desconhecido
E me permito simular
Tua voz,
o sorriso incabulado
E em meus sonhos
tudo posso
Aniquilar distancias
Celebrar cada sussuro

Então recrio
o desejo de voar
Viajar com as nuvens
Disfarçadamente,
seguir teus passos
E impercebivel
Como a chuva de outono
Tocaria teus labios
Por enquanto
Divirto-me
Colocando vida em velhas fotos
Imaginando o reflexo
Do meu sorriso em teu olhar
Como se tudo fosse eterno
Como se tudo fosse possivel


Depois de um tempo longe dos versos, recordo que não há combustivel melhor, ao menos não pra mim. Então, me municio de todo grafite e papel que puder carregar e continuo essa revolução. A Revolução onde os tiros de canhão espalham verbos e adjetivos, tão misturados, tão embaralhados, que às vezes fica bonito.

26 Outubro 2008

Espelho

Há dias
os dias empoeirados
que desejo mais do que tenho
mais do que posso
Imagino então,
não ser tão só
não ser só um
Ser dois...
Então poderia partir
Sem destino,
nem culpas
E ainda assim
Ficar
Acolhido na paz do meu ninho

Poderia então
Ser um homem feliz
Absoluto em meus princípios
Fiel aos meus amores
às minhas idéias
Respeitável e admirável
E ainda assim;
Seria um eterno Don Juan
Canalha das noites boêmias
Amante errante
de uma vida rota

E em tempos de revolução
Seria estão
o jovem soldado
Que luta,
que sonha
E que morre pela liberdade
E ainda assim;
Envelheceria lúcido
para contar as histórias
de minha própria batalha

Pois da vida,
quero tanto
quero tudo que há
ser um
e ser outro
Ser o da fé
e o da ciência
O da luz, e o da treva
Ser o vermelho
Ser o azul
A criança, o velho
Ser o que pode
e o que não pode
Ser o de lá,
e o de cá deste espelho


Dedico a todo aquele que como eu, sente a angutia de ser eternamente um exercito de um homem só.

13 Outubro 2008

Conselhos

Proteja-se, criança
Pois a vida te deu asas
pra que voe muito alto
Mas não pois leis
Pra que não caias

Hoje, longe do ninho
Sei que disfarça,
tua fragilidade
teus medos
Com mascaras de guerra
Mas, cuidado criança
Não se perca pelo caminho
Pois até as nuvens de algodão
Podem, zangadas
Te derrubar
Nem espere,
quem te olha a distancia
Pois estarão ao teu lado
Os que contigo,
querem voar


Dedico a juventude imortal, q não se deixa abater com as crueis chibatadas do tempo.

05 Outubro 2008

Sonhos; fragmentos; delirios..

Talvez um anjo
quiça demônio
Que planta delírios
e faz ver em sonhos
montagens,
pedaços
Um encaixe, sem encaixe
ermo,
disforme
Fragmentos da vida vivida
flashbacks
de uma vida irreal
O hoje, o ontem
Num amanha de faz de conta
Sem cortes
Sem cenas deletadas
Desrespeitando todas as leis
dos deuses, dos homens
da física
Um cartunista impiedoso
sarcástico
sacana
De humor volátil
Desenhando cada detalhe
dirigindo cada cena
De uma peça teatral
aos olhos fechados

O amor, o ódio
o ridículo, o insano
num curioso coquetel
O medo, o desejo
indispensáveis
O impossível é palpável
não há dor
Só o receio de que haja

25 Setembro 2008

Versos do Carrasco

Escrito originalmente em fevereiro de 2006, alterado, refeito e otras cositas más.

Se me queres pra sempre
Então, sem porens
me odeie
Com toda força
e euforia
pois só o odio é eterno
Vital como o sol
Puro como a agua,
que brota dos Andes

O amor é imperfeito
Nasce sem porques
E como uma besta selvagem
alimenta-se, voraz
de toda razão humana
Um virus letal
carrasco
Te põe cego,
indebilitado
Transpirando ardentes dores,
de saudade.

Então...
Se queres uma vida,
de eternas torturas
e que teu leito seja,
um vil cadafalso
de um insone carrasco
Ame incondicionalmente
Como a donzela
que espera seu principe
Em uma armadura dourada
E se deixe abraçar
pela cegueira
Se deixe queimar
Pelas saudades


Dedico a todo aquele que ama e odeia sem criterio, sem conseguir distinguir a tenue linha que há entre estes tão intensos sentimentos. Pois em cada alma existe um carrasco impiedoso, e um amante inebriado

20 Setembro 2008

Aos Bons Amigos...!!!

Que as amizades sejam
sempre como uma sinfonia
Harmoniosa
carregada de sensações
Que sejam como doces
Nas mãos de crianças
Como o barulho do mar
Em uma noite estrelada
Como o hálito macio e tenso
Que precede,
os primeiros beijos
apaixonantes, apaixonados

Que as amizades durem
o tempo certo
E o tempo,
ditado sem pressa
Envelhecidas cuidadosamente
Como os mais preciosos vinhos
De Bordeaux ou de Bourgogne
Inesquecíveis
Como o perfume sutil
No travesseiro dos amantes

Que tenham a importância
Que só as amizades podem ter
Tal qual um raio de sol
beijando os olhos do cego
o abraço doce,
materno
acolhendo sem porens
Toda queda ou frustração

Que sejam claras
Como as águas mais límpidas
Livres de toda nevoa
puras e cristalinas
Indubitáveis
Que reverberem todo ambiente
Leves e encantadoras,
como o ruflar de um beija-flor
Que tenham toda a beleza
Tanta força
Que torne improvável,
qualquer comparação


Dedico aos meus bons amigos, que de longe ou de perto, fazem de mim um alguem privilegiado. Gracias de todo amigos...

09 Setembro 2008

Suor

Escrito numa destas madrugadas de saudades...

Tenso
de olhos fechados
espero teu toque
tua boca macia
uma transfusão
de ardentes desejos
transbordam minha alma
e minha pele
que implora a tua
em mãos e braços
que dançam suaves
num ritual de prazer

flertando em olhares
antes singelos
Fraternos
agora espelham paixão
de dois corpos
partilhando um mesmo querer

29 Agosto 2008

Puntitos en la Arena

Escrito em uma agenda de capa verde, sem data precisa.

Desde niño recuerdo
cualquiera decir
"Mañana, más viejo qué hoy;
más viejo que ayer"
Por tantas calles anduve
Sueños, pesadillas
Siempre lejos
Como una moneda qué viaja,
de mano en mano

Hoy, me quedo mirando,
el cielo
Del mismo azul, de cuando niño
Los pajaros volando
bailando por el aire
Y pienso quizá,
¿Hay un nido a qué volver¿

Pero pasán
Lunes de febrero, viernes de agosto
Otoños y primaveras
Y hoy,
me encantaria volver
A los tiernos dias
donde las dudas
Eran mayores qué las certezas
Qué se creia más,
en las dulces ilusiones
Qué se reía más,
Con las pequeñas cosas
Así como la lluvia
Dibujando puntitos en la arena

Pero, el tiempo
Es una fiera siedenta.
Hambrienta;
por los dias de nuestras vidas,
llenas de nadie.

19 Agosto 2008

Haikai do Amor Perdido

Escrito em, 2 de julho de 2006, 02:00:40


Perdi meu amor
entardecer de domingo
foi-se o sol e tudo mais

ficou a neblina
sombra que paira
trazendo a cegueira

perdi a cabeça
por horas as pernas
desgraças não vem só

Escrevi mil linhas
acabou a caneta
gastei meu latim

perdi meu amor
Perdi tanto tempo
meu egoismo, meu veneno

Procurei o caminho
mapas, bussulas e poemas
perdi a razão

Perdi meu amor
O proprio amor
o amor proprio

24 Abril 2008

El Otro Lado del Rio

Escrito em, 24 de janeiro de 2006, 23:02:41


Lá do outro lado do rio
há flores que aqui não nascem
E espalham um perfume
Que por cá,
ninguém sentiu
Lá do outro lado do rio
Dizem,
o céu ser diferente
De um azul celeste
pérola
Que artista algum
ousou pintar
Do outro lado do rio
A canção do vento
é mais bela
E invade toda janela
Quando o sol vai se deitar
É quando os vaga lumes
Aos pares, enamorados
Numa festa iluminada
Põe-se alegre a dançar


E toda estrela cadente
Que corta incandescente
o manto negro do céu
Adormece ao ninar dos grilos
Atrás das verdes colinas
Lá do outro lado do rio

16 Março 2008

Rabiscos de hoje...

Escrito com um lapis de tabuada, em um dia qualquer, sem registro algum de data e hora.

Há mais que muros
mais que nevoa,
que espinhos
Entre o sonho delirante
e a comum realidade

Há mais que abismos
mais que o mar desconhecido,
desertos escaldantes.
Entre o que corta
e o que sangra
Entre o que engana
e o que se deixa enganar

Então, se faltam palavras
ao que sonha inebriado
na ansia de querer
Eis que torna-se opaco,
os sussuros aprisionados
no calabouço da alma.

Há mais que intenções
Entre o céu
e o Inferno...

05 Março 2008

Sem titulo...

Escrito em algum lugar qualquer, nos meados do século passado, encontrado nas catacumbas de um antigo blog com a data de postagem de 22/06/2002.


Não é possivel transformar trevas em luz,
não é lucido correr tal risco
Não é possivel beber lagrimas
na esperança de cuspir sorrisos
A felicidade é eterna
Como flores num vaso sem agua
A tristeza é passageira
Tal qual o primeiro beijo apaixonado
Os sonhos são analgesicos,
da vida
As ilusões são curativos
Que dolorosamente só escondem a ferida
A montanha é o palco das idéias
Idéias são descartaveis
O abismo é o esconderijo das angustias
As angustias são as reais autoras do poema

17 Janeiro 2007

Prece

Escrito em, 9 de setembro de 2006

Não sou eu
homem de barro
Não me faltam costelas
ou pecados
Não sou de ferro
Mas enferrujam dia a dia,
minhas lembranças
cada poro
cada impulso
hoje, menos vivo que amanha

Guardada no peito
Alma d'Um cão andaluz
que destrói
constrói forte
Escudo que ataca
armadura de espinhos
reluzindo impiedosa
O próprio sangue

Agora acordado...
de mais pesadelos
pré-fabricados
geneticamente modificados
ao meu prazer
diários de bordo
histórias mal contadas
repetidas até virar verdade



Dedicado a todo aquele que inventa suas proprias histórias, que faz de um pesadelo um verso e de um sorriso amarelo uma canção, a todo aquele que chora com a chuva e goza com o vento. Pois no final sangramos todos como crucificados.

23 Dezembro 2006

Uisque

Escrito em 15 de março de 2006, 00:03:02

Das perguntas que faço
constantes
tão pertinentes
catapultando devaneios
em noites insones
sonetos sem rima
inevitaveis
levam sempre a perdição
os quando
Talvez os porquês

Toda alegria
eterna
como o gelo
no copo de uisque
barato
Um prato caro
de quem comeu
e não gostou
E agora rumina,
as mesmas dores

Nesta madrugada
caçarei pombos correio

05 Junho 2006

Geada

Amanhece calmo
novo dia invernal
o mundo continua
a dançar sua ciranda
Flores se abrem
apressando a aurora
Para o nascer do sol
que flerta gentil,
o ainda dormente botão
que rompe em ternura
a fina e fria geada

Atrás destas paredes,
folheio singelas lembranças
paginas de poemas vividos
Deixando do mundo a sensação
De que lá fora,
não ha nada
Que não o teu abraço
que me espera,
saudoso e terno
Repleto de um calor
Capaz de dar fim
a qualquer geada fria
que esmoreça meu coração

14 Maio 2006

Conquista

Escrito em 19 de abril de 2006, 21:38:01

Trago lembranças,
das recentes viagens
de teu corpo
desbravando o meu
cada detalhe
dos passeios de minha boca
como quem desenha,
um precioso mapa
diários de bordo
de tuas mãos
descobrindo minha pele

Marcaste na carne
tua conquista
como o nauta
que vence o mar
e encontra um novo mundo
Com teus braços
conquistastes meu abraço
com teu sorriso,
minha alma.

Cravaste bandeira em meu peito
Fundando assim,
teu império
E agora sem, poréns
Sou só teu